Rio de Janeiro, hoje é 23 do 3. Como vão as coisas de mês em mês, eu me sento pra escrever pra você.
Eu reformei a casa, você não soube disso, nem das outras coisas…sabe eu tive um filho. Faz tempo que eu me perdi de você.
Guardo pra te dar as cartas que eu não mando, conto por contar e deixo em algum canto.
Eu vi alguns amigos tropeçando pela vida,andei por tantas ruas, são estórias esquecidas que um dia eu quis contar pra você.
Eu fico imaginando sua casa e seus amigos, com quem você se deita, quem te dá abrigo. Eu me lembro que eu já contei com você.
Guardo pra te dar as cartas que eu não mando, conto por contar e deixo em algum canto.

E as pilhas de envelopes já não cabem nos armários, vão tomando meu espaço, fazem montes pela sala. E hoje são a minha cama, minha mesa, meus lençóis. E eu me visto de saudades do que já não somos nós.

Rio de Janeiro, hoje é 23 do 3. Como vão as coisas de mês em mês, eu me sento pra escrever pra você.

Eu reformei a casa, você não soube disso, nem das outras coisas…sabe eu tive um filho. Faz tempo que eu me perdi de você.

Guardo pra te dar as cartas que eu não mando, conto por contar e deixo em algum canto.

Eu vi alguns amigos tropeçando pela vida,andei por tantas ruas, são estórias esquecidas que um dia eu quis contar pra você.

Eu fico imaginando sua casa e seus amigos, com quem você se deita, quem te dá abrigo. Eu me lembro que eu já contei com você.

Guardo pra te dar as cartas que eu não mando, conto por contar e deixo em algum canto.

E as pilhas de envelopes já não cabem nos armários, vão tomando meu espaço, fazem montes pela sala. E hoje são a minha cama, minha mesa, meus lençóis. E eu me visto de saudades do que já não somos nós.

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